Clayface ganha filme solo: horror, identidade e metamorfose no DCU de James Gunn

O vilão de Batman estreia com tom de terror psicológico, novo diretor e ator protagonista — vislumbres de uma nova era sombria na DC Studios.

Clayface: personagem pouco conhecido, história intensa

Clayface, o vilão mutante antagonista de Batman, finalmente chega ao centro das atenções com seu próprio filme. Ao longo das décadas ele assumiu várias identidades — de Basil Karlo a Matt Hagen — sendo Shaun de Batman: The Animated Series uma inspiração chave. Agora, essa figura trágica será reinventada como protagonista de um terror psicológico no universo DC.

Um projeto DCU de gênero: terror visceral

Sob a supervisão de James Gunn e Peter Safran, o filme integra o arco “Chapter One: Gods and Monsters” da DCU. Clayface se diferencia pela proposta de ser um verdadeiro filme de horror, descrito por Gunn e Safran como “pure f—ing horror” — uma experiência corporal e perturbadora, possivelmente com classificação +18.

A trama será inspirada no icônico episódio “Feat of Clay” da animação de Batman, onde o ator Matt Hagen sofre mutação após se injetar uma substância que o transforma lentamente num ser de argila mutante — uma narrativa de vício, deterioração e perda de identidade.

Direção confirmada: James Watkins assume o comando

Embora o roteirista Mike Flanagan tenha criado a versão original, compromissos com seus outros projetos impediram que dirigisse o filme. Em seu lugar, foi contratado James Watkins (Speak No Evil, The Woman in Black) — diretor com forte experiência no gênero de terror. A escolha foi altamente elogiada por Gunn e Matt Reeves.

Roteiro revisado: a visão de Flanagan revisitada por Hossein Amini

O roteiro inicial de Flanagan será reformulado por Hossein Amini (Drive, Obi-Wan Kenobi), que está dando os ajustes finais no material para equilibrar horror, drama e fidelidade ao tom do DCU. Flanagan segue engajado como figura criativa, mas distante da direção.

Protagonista escolhido: Tom Rhys Harries interpreterá Clayface

Após uma busca que incluiu George MacKay, Tom Blyth, Leo Woodall e Jack O’Connell, o elenco fechou com o ator Tom Rhys Harries (The Gentlemen, Suspicion). Ele será Matt Hagen, o Clayface da série animada, reforçando a força emocional e trágica da versão escolhida para o live-action.

Datas e orçamento: horror acessível nos cinemas

Clayface está agendado para estrear em 11 de setembro de 2026, como o terceiro filme da nova era do DCU, logo após Supergirl: Woman of Tomorrow. A produção deve custar cerca de US$ 40 milhões, o que indica um tom intimista, focado no protagonista, e um risco calculado dentro da estratégia diversificada da DC Studios.

Filmagens devem começar em outubro de 2025 nos estúdios Leavesden, no Reino Unido.

O que faz Clayface ser singular no DCU?

  • Horror corporal: em vez de vilões caricatos, temos uma narrativa perturbadora sobre identidade fragmentada e autodestruição.

  • Origem clássica reimaginada: usar Matt Hagen permite homenagear a animação clássica sem esbarrar em outras versões do personagem.

  • Tom adulto e autoral: a produção mescla cineastas do horror com a mitologia do universo DC, reforçando a liberdade criativa de Gunn & Safran.

Reações dos fãs: efeitos práticos e expectativa visual

Na comunidade, fãs celebram os efeitos práticos que devem compor a transformação do personagem, com Mike Marino (de The Penguin) como responsável pela maquiagem — um reforço visual ao estilo body horror que se pretende atingir.

Há curiosidade sobre como será o uso da CGI na forma fluida do Clayface durante a transformação final — o desejo é combinar efeitos práticos com transformação digital gradual, impactante e realista.

Cenário geral do DCU: diversificação narrativa

Clayface pertence a um plano curricular amplo de filmes e séries diversos da DC Studios — como Superman, Supergirl, Lanterns e Creature Commandos. A ideia é oferecer experiências variadas, desde aventuras clássicas até terror autoral e anti-heróis fora do mainstream.

Riscos e apostas narrativas

✅ Potenciais acertos:

  • Inovar na cinegrafia dos vilões.

  • Estimular o público adulto que busca narrativas mais profundas e sombrias.

  • Mostrar uma faceta diferente da DC, menos heroica e mais psicológica.

⚠️ Possíveis desafios:

  • Gerenciar expectativa de ser “um filme DC normal”.

  • Balancear horror com elementos de super-herói sem perder coerência.

  • Ser coeso com a continuidade do DCU sem alienar espectadores casuais.

Cronograma e próximos passos

Item Detalhes
Diretor James Watkins
Roteiro Mike Flanagan (versão original), reescrito por Hossein Amini
Ator principal Tom Rhys Harries como Matt Hagen / Clayface
Orçamento estimado US$ 40 milhões
Início das filmagens Outubro de 2025, Leavesden Studios (Reino Unido)
Estreia prevista 11 de setembro de 2026
Parte do projeto DCU Chapter One: Gods and Monsters

Um vilão dramático e visceral, protagonista de sua própria tragédia, inserido num universo compartilhado — Clayface representa o tipo de narrativa autoral que a DC Studios quer apostar. Com horror corporal, identidade fragmentada e estética sombria, o filme pode trazer uma nova experiência para o gênero de super-heróis.

A escolha de um ator promissor, um diretor do horror e um roteirista renomado mostra a seriedade do projeto. Se tudo sair como planejado, veremos uma das adaptações mais ousadas do DCU — e possivelmente o primeiro filme que redefine os limites do que uma história de vilões pode ser.

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