Blade do MCU: Marvel recusou David Goyer e reboot segue sem rumo definido

Blade no MCU: uma promessa que ainda não saiu do papel
Desde que o reboot de Blade foi anunciado na San Diego Comic-Con de 2019 com Mahershala Ali como protagonista, os fãs aguardam ansiosamente por novidades concretas. No entanto, o que se seguiu foram anos de incertezas, roteiros descartados, diretores abandonando o projeto e uma crescente sensação de que a Marvel Studios não sabe exatamente o que fazer com o personagem.
A mais nova reviravolta envolve David Goyer, roteirista e diretor da trilogia original de Blade com Wesley Snipes. Em entrevista recente, Goyer revelou que foi recusado pela Marvel ao se oferecer para ajudar no reboot — e não escondeu sua frustração com a demora e o tratamento que o personagem está recebendo no MCU.
David Goyer: “O que está demorando tanto?”
Durante o podcast Happy Sad Confused, Goyer comentou sobre seu espanto com a falta de progresso no novo filme. Para ele, a premissa de Blade é simples e não justifica anos de indecisões:
“É um personagem com um tom muito claro: ação brutal, horror gótico e violência estilizada. Já fizemos isso antes. Não sei o que está impedindo a Marvel de acertar.”
Segundo o roteirista, ele chegou a conversar com pessoas ligadas ao estúdio e se ofereceu para contribuir, mas foi gentilmente ignorado. Goyer ainda deixou claro que não tem interesse em reescrever Blade por ego, mas sim por acreditar no potencial do personagem — e por considerar que o projeto atual está longe de atingir esse potencial.
Por que a Marvel está tendo tanta dificuldade com Blade?
O reboot de Blade parece ser um dos projetos mais problemáticos da Fase 5 (ou 6) do MCU. Veja o histórico recente:
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2019: Filme anunciado com Mahershala Ali no papel principal.
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2021–2022: Roteiristas como Stacy Osei-Kuffour e Beau DeMayo entram e saem do projeto.
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2022: Diretor Bassam Tariq abandona a produção semanas antes das filmagens.
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2023: Yann Demange assume, mas também deixa o projeto em 2024.
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2024: O filme é retirado do calendário oficial da Marvel, sem previsão de estreia.
Além disso, há relatos de que o roteiro passou por cinco ou mais versões diferentes, incluindo um que colocava Blade como coadjuvante em seu próprio filme — algo que teria deixado Mahershala Ali frustrado e ameaçando sair do projeto.
Blade merece mais do que isso
David Goyer não foi o único a expressar preocupação. Fãs da trilogia original consideram que Blade foi responsável por abrir caminho para o sucesso dos filmes de super-heróis no cinema. Antes de X-Men (2000) e Homem-Aranha (2002), Blade já mostrava que uma adaptação sombria, violenta e adulta de quadrinhos podia funcionar.
Ao longo dos anos, Blade ganhou status cult e seu protagonista se tornou um ícone. Subestimar esse legado é um risco que a Marvel parece estar correndo.
Mahershala Ali é um ator premiado, com dois Oscars, e parecia a escolha perfeita para reinventar o personagem. Mas, com tantos roteiros descartados e diretores abandonando o navio, a impressão que fica é que a Marvel ainda não encontrou o tom certo — ou está tentando encaixar Blade em um molde de MCU que simplesmente não combina com ele.
Qual o futuro de Blade no MCU?
Até o momento, a situação é incerta. Rumores indicam que o filme ainda está em reescrita, agora com Eric Pearson (de Thor: Ragnarok e Black Widow) no comando do roteiro. Há também especulações de que a produção será retomada no Reino Unido em 2025, o que tornaria um lançamento apenas em 2026 ou depois viável.
Enquanto isso, a ausência de Blade no calendário oficial e a falta de anúncios concretos aumentam a frustração dos fãs — principalmente com outros projetos do MCU sendo constantemente adiados ou cancelados.
Kevin Feige já declarou que o filme só será lançado “quando estiver certo”. Mas, com cinco anos já se passando desde o anúncio oficial, a paciência do público está se esgotando.
Um Blade para o público moderno: é possível?
Sim — e talvez Goyer tenha razão ao dizer que não deveria ser tão complicado. Um reboot bem-feito de Blade exige:
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Classificação indicativa R (para adultos);
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Estética sombria e violenta;
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História centrada no personagem, não no multiverso;
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Atmosfera de horror e ação prática.
Com o sucesso de projetos como Logan e Deadpool, já ficou claro que há público para filmes adultos dentro da Marvel. Blade pode seguir esse caminho, desde que o estúdio aceite que nem todo herói precisa ser engraçado e colorido.
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Conclusão
A recusa da Marvel em aceitar a ajuda de David Goyer é mais um capítulo na saga de incertezas que envolve o reboot de Blade. Enquanto isso, Mahershala Ali segue comprometido, mas cada vez mais pressionado por atrasos, mudanças criativas e a expectativa de entregar algo digno do personagem.
Se a Marvel quiser mesmo fazer jus ao legado de Blade, precisará abandonar fórmulas prontas e focar no que realmente importa: uma boa história, bem contada, com identidade própria.





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